“Não dói a ausência. Dói isso que fica. Esse processo penoso que chamamos de luto não é falta, é presença. A chaga, a fratura, o órgão dilacerado, é esse vulto, essa imagem difusa que não nos deixa, a permanência do que não existe mais. O último “eu te amo” dito é um fêmur que se parte em dois e que rasga o músculo. O primeiro segurar na mão dela é a clavícula exposta quando tudo termina. O beijo que você relembra a cada fechar de olhos é um maxilar feito em pedaços”. – fratura exposta, por Marcos Donizetti, texto meu no Don’t touch my moleskine.

on Jul 23rd, 2010 at 15:41
Caramba!
on Sep 18th, 2010 at 13:55
Lindo, tocante. Me emocionei.
Parabéns pelo texto!